quarta-feira, 6 de maio de 2009

Batendo um papo com os Yakuza

Caracas...
Semana passada foi o aniversário de um amigo meu, o Pierre, fui até Shibuya dar uma volta pois depois iria encontrar com o pessoal para irmos para o aniversário que seria logo mais a noite a Luria não queria ir, disse que só ia dar ela de menina então eu podia ir sozinho, hehe
Era final de tarde e bateu aquela fome.
Em meio a games center e pachinkos resolvi comer um yakitori (espetinhos, tipicos churrasquinhos no Brasil) num desses becos e ruas estreitas que tem em Shibuya.
Você entra e já tem o balcão, super apertado, acho que 5 pessoas já é a lotação máxima.
Pedi 2 e enquanto aguardava chegou um gordinho colocou 2 celulares no balcao ao meu lado falou com o tiozinho do yakitori e saiu, ficou lá na porta.
Dai entrou 2 caras que se sentaram do meu lado, um deles todo tatuado.
Fizeram o pedido e comecaram a conversar, o que estava ao meu lado olhou e perguntou em japonês, de qual país que eu era, respondi Brasil.
O outro cara todo tatuado olhou e falou, Marihuana ippai desu ne. (Tem muita maconha no Brasil né).
Respondi que sim.
Continuando a conversa ele disse que eu não tinha cara de brasileiro e sim de americano, perguntei se ele já tinha ido para o Brasil, ele disse que não pois lá tem muito ladrão...
Dai ele perguntou se tinha muitas cadeias/prisões, eu nao estava entendendo dai ele falou em inglês, respondi que tinha algumas...
Perguntou se eu morava no Japão ou só estava passeando, disse que morava e ele perguntou o que eu fazia, respondi e perguntei e você? Ele respondeu mas eu nao entendi, perguntei o que era dai ele disse uma outra palavra e completou com YAKUZA e mostrou a mão faltando o pedaço do dedo mindinho.
Caral#%$ mano... pensei na hora.
Estou num Yakitori com os caras da máfia japonesa...
Mas continuei a conversa numa boa , meio ingles/japonês, (pensando em como eu ia sair logo dali), ele me perguntou se eu mandava dinheiro para o Brasil para ajudar meus pais, disse que não, dai ele falou pra eu mandar e ajudar minha familia no Brasil.
Ficou falando mais outras coisas até que o celular do que era tatuado tocou e enquanto ele conversava o outro ficou prestando atenção na conversa, acabei de comer falei que já estava indo. Me despedi e sai fora. O gordinho continuava lá na entrada

Depois fui procurar na internet o significado de cortarem um pedaço do dedo e em um dos sites dizia:

Yubizume
A punição tradicional por falhar dentro de um clã da Yakuza é a amputação de parte do dedo mindinho. Esse ato de contrição é conhecido como yubizume. Quando o gângster tiver desagradado o seu chefe, ele apenas recebe uma faca e uma tira de gaze. Ele então deve cortar a junta superior do seu quarto dedo e apresentá-la ao chefe. Esse é um enfraquecimento simbólico da capacidade da Yakuza de empunhar uma espada, tornando-o mais dependente do seu clã para apoio e proteção. Novas infrações podem resultar na perda de uma parte adicional do dedo, passando aos outros dedos se necessário.

4 comentários:

Eduardo disse...

Pô Diogo, fugiu do cara só pq ele não tinha dedinho na mão?
Eles são "gente boa" hehehe.
Aliás já encontrei uns caras assim, e nem perguntei pq tava faltando... Mas eram velhinhos, acho que não estavam na ativa né, daí foi mais tranquilo.
Nem imaginava que eles se aposentavam!!!
Se bem que muita gente também sairia correndo qdo vê que o presidente do br também não tem o dedinho né.
Já imaginou, mostrar foto dele sem o dedinho pros japas, que mais eles vão pensar dos brasileiros? ahahah

Guh Ferreira disse...

isso eh história para contar pros seus filhos! ahahuahuahuahu

Gesiane disse...

Putz... Já sabia desta punição, li em um artigo que aquela filha famosa de uns dos lideres deu para "made in japan"... Deve ter dado meio que um pânico, né?

beijos

Ruy disse...

Um antigo chefe meu tambem não tinha a ponta do minguinho, o cabelo com permanente bem pixako, óculos quadrado de ouro e cheio de dente de ouro.
Sai da empreiteira depois que um amigo meu falou..." Putz, nosso chefe deve ter pisado na bola feio com a chefarada da mafia, agora imagine o que ele pode fazer com a gente..."